Sábado, 16 de Janeiro de 2021
Saúde Coronavírus

Pesquisa da UFS confirma tendência de aumento no número de mortes por covid em Sergipe

Segundo o professor Lyssandro Borges, as equipes de saúde aprenderam a lidar com os pacientes com covid, por isso não estão havendo tantas mortes pela doença. Ainda assim, com a alta no número de infectados, a tendência é aumentar o número de óbitos

07/01/2021 23h36
Por: Redação F5 Sergipe Fonte: Jornal da Cidade Online
Foto: Josafá Neto/Divulgação UFS
Foto: Josafá Neto/Divulgação UFS

A Universidade Federal de Sergipe (UFS) realizou um estudo sobre o avanço do coronavírus em Sergipe, onde aponta um novo pico de contágio em massa entre os dias 20 de março e 10 de abril. De acordo com o professor Lyssandro Borges, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo, há também tendência de elevação no número de óbitos pela doença no estado.

O aumento no número de infectados é constante desde o segundo semetres de 2020 em Sergipe, sendo ainda maior no final do ano, quando registrou crescimento de 40% de novembro para dezembro. Desde então, só tem aumentado.

Segundo o professor Lyssandro, na pesquisa da UFS foram utilizadas três plataformas com algoritmos de cálculos, onde avaliaram todo o parâmetro da doença. "Avaliamos dado por dado, óbitos diários, e média móvel que os convênios com grupos de rádio e televisão fazem. Mas, também, temos o Covid Analicts que diariamente avalia os casos pontualmente e, assim, a gente pode projetar estatisticamente”, explica.

Para ele, diante dos resultados, está nítido que o problema é muito sério e, se nada for feito a partir desta semana, poderá haver pico de contágio entre março e abril, além de aumento no número de mortes, e ocupação total dos leitos de UTI. 

“As atitudes dos governantes têm colaborado para o aumento, porque a população se espelha muito, e há um menosprezo muito grande da doença. Com isso, as pessoas abandonaram as medidas necessárias para conter o avanço da covid-19, que são um conjunto, como o uso de máscaras, álcool gel, distanciamento”, afirma.

E continua. “Também não adianta o governo circular qualquer medida que seja, se a população não fizer a parte dela. O que adianta estipular que uma loja tenha que funcionar com termômetro, álcool gel, e aí você vê que a loja não está fazendo nada disso, e as pessoas não estão utilizando máscara?  As pessoas têm que fazer a parte delas”, reforça o professor.

Apesar dos constantes alertas e tentativas de conscientizar a população, Sergipe segue com a maior taxa de transmissão do país há mais de duas semanas. A média, conforme dados da plataforma 'Todos contra o Corona', está em 1,11 -- o que indica que 100 pessoas podem transmitir o vírus a outras 111. Em relação ao número de óbitos, segundo o professor Lyssandro, Sergipe registrou oito semanas consecutivas de estabilidade, com a média de quatro a cinco mortes por dia, mas, agora já alcança a marca de oito mortes por dia, com tendência de elevação.

“O que aconteceu foi que toda a equipe de saúde aprendeu a lidar com o paciente com covid. Hoje se sabe muito mais, é o que chamamos de cura de aprendizagem. Por isso está havendo menos mortes. Mas há tendência de aumento desse número, porque, para além disso, o tempo de internação de um paciente desse é de 20 dias de UTI, se todo mundo precisar de um leito desse, não vai ter”, alerta.

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