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Segurança

Sergipe registra queda de 18,5% no número de homicídios no mês de julho

Os dados foram obtidos a partir de comparativo feito pela CEACrim em relação ao mesmo mês do ano passado

06/08/2019 18h18
Por: Redacao

O primeiro mês do segundo semestre de 2019 continuou apresentando a mesma tendência de redução no número de homicídios. Os dados da Coordenadoria de Análise e Estatística Criminal (CEACrim) mostram que em julho deste ano foi registrada uma queda de 18,5% na incidência desse tipo de crime em Sergipe, em relação ao mesmo período do ano passado.

 

Segundo o levantamento feito pela CEACrim, em julho do ano passado, em todo o estado foram contabilizados 65 ocorrências de homicídios, contra 53 no mesmo deste ano, o que significa que foram registrados 12 casos a menos. Os dados apontam uma redução de 18,5% em relação a julho do ano passado.

 

Na Região Metropolitana, em julho de 2018 foram 19 casos, contra oito no mesmo mês deste ano. Uma queda de 57,9% ou onze casos a menos. No interior do estado, foram 35 casos, contra 34. 

 

As reduções demonstram que, após Sergipe aparecer como um dos estados mais violentos do país, o planejamento estratégico e trabalho integrado, destaque na imprensa nacional durante este ano, vem surtindo efeito positivo. As polícias Civil e Militar, assim como a Perícia tem atuado de forma constante para melhorar os índices.

 

“Nós estamos constantemente realizando reuniões entre as instituições que formam a SSP para analisarmos os dados e traçarmos estratégias em conjunto para, cada vez mais, continuarmos reduzindo a violência em todos os municípios de Sergipe”, ressaltou o secretário da Segurança Pública, João Eloy.

 

A redução de homicídios em Sergipe também foi destaque em um estudo que é desdobramento do Atlas da Violência e foi feito pelo Instituto de Pesquisa e Econômica Aplicada (IPEA), assim como enfatizou a nota técnica da instituição sobre o cenário encontrado em Sergipe.

 

“Devido ao patamar de mortes atipicamente alto em 2016, observou-se uma redução das mortes no último ano. Uma explicação alternativa passa pelo amadurecimento da reorganização do trabalho policial levada a cabo desde 2015, quando se passou a promover maior articulação das agências policiais (SSP, PM, especializadas, DHPP, etc.) e uso de indicadores estatísticos e análise criminal para a construção de diagnósticos locais sobre a dinâmica da violência”, citou a nota do IPEA.

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