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EM PLENA PANDEMIA, MORADORES DE ESTÂNCIA SE QUEIXAM DE FALTA D'ÁGUA DIÁRIA NAS TORNEIRAS... NÃO É MAIS ACASO, É DESCASO!

Por Lucas Berto da Silva

17/04/2020 21h39
Por: Redacao

O século é XXI, o ano é 2020, o mês é abril e estamos vivendo um dos momentos mais difíceis que uma nação poderia enfrentar, o combate à uma pandemia mundial que se alastra causando colapso nos sistemas de saúde e dizimando milhares de pessoas devido a seu alto padrão de fácil contaminação. 

 

No Brasil, dependentes de um sistema regular de saúde, que sempre recebeu tímidos investimentos, e com um governo auto destrutivo no comando, contamos apenas com medidas de distanciamento social e higienização adequada, orientadas pela Organizacao Mundial de Saúde, para diminuir o impacto das contaminações e mudar a curva de trasmissão em nossa sociedade. 

 

Na cidade de Estância-SE, municipio localizado a 65 Km da capital Aracaju, a realidade dos moradores de algumas localidades é ainda mais dramática e periclitante. O péssimo serviço prestado no abastecimento de água pelo órgão responsável: o Sistema Autônomo de Água e Esgoto - SAAE, aos munícipes, é um problema grave que parece ter se tornado crônico e irresolvível. 

 

Embora diversas obras e ações tenham sido realizadas causando transtornos constantes aos cidadãos nos últimos anos, a questão primordial, que era garantir que o bem comum e essencial chegasse a todos os pontos da cidade de forma igualitária, não foi abordada, e os estancianos residentes nos bairros Bomfim, Alecrim e Conjunto Santo Antônio, seguem sofrendo as consequências de incapacidade, da omissão e da aparente irresponsabilidade dos gestores.

 

É importante salientar, que reajustes pomposos propostos pela atual administração foram aprovados pela Câmara Municipal de Vereadores meses atrás, pautados na vaga justificativa do Executivo de investir na melhoria do fornecimento de água, sem nenhum detalhamento prévio dos futuros serviços. Hoje notamos, que embora a conta do reajuste já tenha chegado ao bolso dos consumidores, o poder publico municipal não focou os recursos nas demandas mais urgentes. 

 

A falta de água diária nas localidades citadas, principalmente no período atípico que estamos, expõe os moradores a um perigo iminente de possível contaminação por falta de condições de higienização básica. É vergonhoso e humilhante que moradores da quarta maior cidade do estado tenham de suplicar ao gestor municipal, todos os dias nas redes sociais e nos demais meios de comunicação, que tome providências para esta questão que é um direito básico, de caráter essencial.

 

O gestor público tem um papel principal: administrar os recursos do povo com base nas demandas e nas necessidades do povo. Quem gerencia recurso público, sem escutar a opinião pública, não merece a confiabilidade pública.

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