Sábado, 08 de Agosto de 2020
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O NOVO “NORMAL”

21/07/2020 19h03 Atualizada há 2 semanas
Por: Redacao
O NOVO “NORMAL”

Um tema um tanto difícil de falar ainda, pois muitas vidas foram ceifadas, outras pessoas estão isoladas e algumas internadas lutando pela sobrevivência. Dizem que vivemos um “novo normal”, mas será que estamos preparados para viver essa tal normalidade?

O isolamento social passou a ser regra, quando antes era impensável. Estamos acostumados com a “muvuca”, as confraternizações familiares, o aconchego do abraço, o sabor do beijo, o calor do aperto de mão. Tudo isso foi interrompido para evitar a propagação de um vírus cruel e mortal. O inimigo é invisível e cada dia que passa acomete mais pessoas. Mas pelo que percebemos ao longo desses 4 meses de Pandemia, ele não é o único que vem adoecendo o nosso povo. As doenças que sempre existiram continuam se propagando, mesmo “esquecidas”, fazem vítimas. Muitos estão adoecendo da mente, perderam os empregos, tiveram suas rotinas alteradas drasticamente, empresas decretando falência, inadimplência subindo proporcional a curva dos infectados. A intenção não é ser pessimista, nem aumentar ainda mais suas preocupações, apenas provocar uma reflexão: O que é o novo normal?

Nesse novo momento percebemos o quanto somos frágeis, o quanto a vida é um sopro e que ninguém é melhor que ninguém. Foi preciso um vírus para demonstrar que não tem raça, cor, etnia ou condição econômica, ninguém fica imune pela condição social. A tão buscada imunidade ainda não foi cientificamente comprovada e nos entristece quando mesmo num momento de comoção social alguns tentam tirar proveito para fins pessoais. O medo toma conta de todos, mas uma força imaterial que também é invisível (FÉ) nos mantém firmes e crentes que amanhã tudo vai normalizar e esse novo normal entrará nos capítulos dos livros de história e aquele abraço tão esperado nos motiva a lutar pela sobrevivência. No novo normal, as crianças não frequentam as escolas, as aulas são virtuais, os pais não trabalham como antes, alguns ficaram sem, entra a preocupação com o sustento e além do terror viral, existe a ameaça da fome. Agora, pergunto, qual o sentido da vida?

Sabemos que não existirá uma resposta concreta - uma unanimidade. O sentido da vida é construído por cada um de nós, mas uma lição podemos tirar, o sentido não está no patrimônio construído, na futilidade, mas nos laços que construímos no caminho, o legado que montamos ao longo da existência. A nossa história é construída pela contribuição que damos no mundo. Chega mais um momento de provocar sua reflexão: se você deixasse de existir hoje, qual seria a sua contribuição? Fazer uma autoanálise nunca é tarefa fácil, mas necessária para mudar hábitos, quebrar paradigmas e ir além na busca pela evolução. 

Não sabemos ainda quando tudo isso vai passar, quando as aglomerações voltarão a representar alegria, quando tudo voltará a ser como antes. Mas podemos melhorar nossas atitudes e observar aquele que está em nossa volta, “os invisíveis” que nunca foram notados, mas que precisam de ajuda, pois como o vírus nos mostrou, estamos no mesmo “patamar”. O olhar aguçado para a vida do outro precisa deixar de ser “negativa”, marcada pela inveja das conquistas dele e sim pelo Altruísmo, a necessidade de se preocupar com o outro, mas de maneira positiva, de se alegrar com suas vitórias e realizações.

O saldo de tudo isso tem que ser positivo, apesar de tantas mortes, de tanto sofrimento, é necessário que nos tornemos pessoas melhores. Se olharmos para a história, as grandes guerras mundiais culminaram em milhões de perdas. A primeira guerra não representou um aprendizado, teve um saldo de aproximadamente 10 milhões de mortos, mas mesmo com esse exemplo, aconteceu uma segunda de maior proporção que devastou 50 milhões de vidas. Trazendo para esse momento de pandemia, de fato, nos tornaremos mais “higiênicos”, o uso da água, sabão e álcool em gel devem ser prioridade daqui em diante.  Mas será que o grande legado será só esse? Dessa vez, me atrevo a responder a indagação. No novo normal, a grande contribuição deve ser o nosso aprendizado, a construção de um ser humano mais justo, fraterno e igualitário, parafraseando os ideais da revolução francesa.

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Texto escrito por Raul Muller e Alan Araújo

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